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A oposição da República Democrática do Congo (RDC) intensificou a pressão sobre o Presidente Félix Tshisekedi ao exigir a sua demissão e convocar uma manifestação nacional para o próximo dia 22 de Julho, em protesto contra a proposta de revisão da Constituição, que, segundo os opositores, poderá abrir caminho para um terceiro mandato presidencial.
O anúncio foi feito esta quinta-feira, 9, em Kinshasa, pela coligação C64, que acusou o chefe de Estado de comprometer a ordem constitucional e garantiu que manterá a mobilização popular até que o projecto de revisão seja abandonado.
Embora as próximas eleições presidenciais estejam previstas apenas para 2028, a tensão política aumentou depois de o Parlamento, onde o partido no poder detém maioria, aprovar uma proposta para prolongar o mandato presidencial. O diploma aguarda ainda promulgação por parte de Félix Tshisekedi, que não se pronunciou sobre a sua decisão.
Em conferência de imprensa, os líderes da oposição apelaram à participação da população na manifestação de 22 de Julho, classificando-a como uma “grande mobilização” em defesa da Constituição e da alternância democrática.
Os protestos estavam inicialmente marcados para quarta-feira, mas foram adiados após o Presidente da União Africana, Évariste Ndayishimiye, convidar os dirigentes da oposição para uma ronda de consultas.
“O Presidente da União Africana ouviu-nos atentamente. Agora que conhece a situação, cabe a ele falar com Thsilombo”, afirmou Jean-Marc Kabund, um dos principais líderes da oposição, utilizando o segundo nome de Félix Tshisekedi.
Também o dirigente opositor Delly Sesanga garantiu que o movimento não recuará.
“Esperar está fora de questão. Continuaremos a nossa mobilização até que o Presidente renuncie publicamente ao plano de alterar a Constituição”, declarou.
A contestação política tem vindo a ganhar força nas últimas semanas. Um protesto realizado a 12 de Junho, em Kinshasa, refere o CK, terminou em confrontos entre manifestantes, apoiantes do Governo e forças de segurança. De acordo com as Nações Unidas, os incidentes provocaram vários feridos e causaram a morte de pelo menos um manifestante.
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