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Os Estados Unidos estão perto de perder o título de maior exportador mundial de alimentos, uma consequência, em grande parte, da política comercial da Casa Branca. As exportações norte-americanas caíram mais de 20% em termos homólogos em 2025, enquanto o Brasil recuperou terreno, com os seus envios agora apenas ligeiramente abaixo dos dos Estados Unidos.
O crescimento do sector agrícola brasileiro é um dos principais factores por detrás desta aproximação. O Brasil já é o maior produtor mundial de várias culturas e construiu uma indústria agrícola de grande escala, sendo o estado do Mato Grosso conhecido como o “Texas brasileiro”, segundo o Financial Times.
Mas as políticas norte-americanas também tiveram um papel decisivo neste processo: a China afastou-se dos produtos agrícolas dos Estados Unidos depois de o Presidente Donald Trump ter imposto tarifas em 2018. Os produtores de soja, que tinham investido fortemente para responder à procura chinesa, foram particularmente afectados por essa reorientação.
A perda de terreno dos Estados Unidos surge num contexto mais amplo de reconfiguração das cadeias de comércio agrícola global, com o Brasil a beneficiar da diversificação de mercados e do reforço das relações comerciais com a China, à medida que Pequim reduz a sua dependência das importações norte-americanas.
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