Angola vai gastar em 1 mês 7,9 milhões USD em consultoria para reavaliar potencial petrolífero

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Depois de, no início de Agosto último, ter autorizado a verba de 4,3 milhões USD para a contratação de serviços de consultoria a fim de reavaliar o potencial petrolífero de novas áreas, o Presidente da República, João Lourenço, voltou a autorizar nova quantia de 3,6 milhões USD para o mesmo fim.

A decisão acaba de ser publicada em Diária da República, através do Despacho Presidencial n. º 349/26, de 2 de Setembro, no qual o Titular do Poder Executivo esclarece que esta nova cabimentação está ligada à consultoria sobre reavaliação de hidrocarbonetos nas áreas e blocos integrados no regime de Oferta Permanente.

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Este regime refere-se ao modelo de licitação contínua em que blocos e áreas para a exploração de petróleo e gás natural ficam disponíveis de forma ininterrupta, permitindo, desta forma, mais rapidez e flexibilidade na atracção de investimentos sem depender de leilões tradicionais fechados.

Para a contratação dos respectivos serviços por Concurso Limitado por Prévia Qualificação, o Chefe de Estado delega competência ao PCA da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) para a condução de todo o processo atinente à celebração e assinatura do contrato.

Diante da queda natural da produção petrolífera por envelhecimento de campos, Angola tem investido na descoberta de novas áreas de exploração, tendo, por intermédio do seu alto mandatário, autorizado, há pouco menos de um mês, a contratação de serviços de consultoria para avaliar o potencial petrolífero de novas zonas.

No Despacho Presidencial n.º 271/26, de 6 de Agosto, tal como a revista E&M noticiou na ocasião, João Lourenço observou que, daquela avaliação, estavam, entretanto, excluídas as bacias interiores, sendo que a consultoria seria para vigorar por um período de três anos.

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