Gémeas angolanas desaparecidas no Dubai terão sido detidas na Suíça por suspeita de tráfico de droga

This post has already been read 4 times!

Leila e Laila Lourenço, irmãs gémeas angolanas de 23 anos residentes em Portugal, desapareceram na passada quarta-feira, 24 de junho, depois de dizerem à família que se deslocariam ao Porto. Dias depois, através de imagens partilhadas nas redes sociais, os familiares descobriram que as jovens se encontravam, na realidade, no Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Segundo avançou inicialmente a imprensa portuguesa, incluindo o Correio da Manhã e o Notícias ao Minuto, o pai das jovens procurou os respetivos passaportes em casa e não os encontrou, e os telemóveis de ambas permaneceram desligados durante vários dias, impossibilitando qualquer contacto. Sem conseguir localizar as irmãs, a família lançou um apelo público nas redes sociais e comunicou o desaparecimento às autoridades portuguesas, tendo também estabelecido contacto com as embaixadas dos países envolvidos.

Advertisement

De acordo com informação avançada pelo portal Imparcial Press, as gémeas acabaram por ser detidas na Suíça, onde terão chegado alegadamente na qualidade de “mulas” de uma rede internacional de tráfico de estupefacientes. Segundo a mesma fonte, as duas jovens terão sido aliciadas por uma cidadã brasileira para transportar droga de Espanha até território suíço, encontrando-se atualmente sob custódia das autoridades helvéticas enquanto decorrem as investigações. Até ao momento, as autoridades suíças não divulgaram oficialmente a quantidade nem o tipo de droga alegadamente apreendida, nem esclareceram as circunstâncias exatas da detenção. Importa notar que esta informação sobre a detenção na Suíça não foi, até à publicação desta notícia, confirmada por outras fontes da imprensa portuguesa, que continuam a referir-se ao caso como um desaparecimento.

Caso as suspeitas sejam confirmadas, as duas angolanas poderão responder perante a justiça suíça por tráfico internacional de droga, crime que prevê penas severas naquele país. As investigações prosseguem no sentido de identificar os restantes elementos da alegada rede criminosa que terá organizado a viagem das duas jovens.

O caso surge num contexto em que as autoridades europeias têm alertado para o aumento do recrutamento de jovens por redes internacionais de narcotráfico, que recorrem com frequência a promessas de pagamentos elevados ou viagens gratuitas para convencer as chamadas “mulas” a transportar droga, muitas vezes sem que estas tenham pleno conhecimento dos riscos legais envolvidos. Estas redes tendem a recrutar cidadãos sem antecedentes criminais precisamente para reduzir a probabilidade de levantar suspeitas durante os trajetos internacionais.

O caso gerou forte repercussão junto da comunidade angolana residente em Portugal, sobretudo porque, durante vários dias, as irmãs foram dadas como desaparecidas e desconhecia-se totalmente o seu paradeiro, gerando grande mobilização nas redes sociais em torno de apelos para ajudar a localizá-las.

This post has already been read 4 times!

Add a comment

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Advertisement