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A UNITA afirma que o elevado peso da dívida pública está a restringir a capacidade do Estado de investir de forma consistente em sectores sociais essenciais, com destaque para a saúde e a educação.
De acordo com a posição do partido, uma parte significativa das receitas públicas continua a ser canalizada para o serviço da dívida e para o pagamento dos respetivos encargos financeiros, reduzindo o espaço disponível para investimentos estruturantes nas áreas sociais.
A UNITA considera que esta realidade cria um desequilíbrio na execução orçamental, com impacto direto na capacidade de resposta dos serviços públicos. Na sua visão, a limitação de recursos no setor social contribui para a persistência de dificuldades em hospitais e escolas, bem como para a lentidão na melhoria das condições de prestação de serviços essenciais.
Apesar do registo de indicadores macroeconómicos positivos, o partido defende que o crescimento económico não tem sido suficientemente inclusivo nem traduzido em melhorias efectivas nas condições de vida das famílias angolanas.
Para a UNITA, o aumento do PIB, por si só, não garante redução da pobreza, nem criação de emprego sustentável, quando não é acompanhado por políticas de forte impacto social e de redistribuição económica.
O partido defende uma reorientação das prioridades do Orçamento Geral do Estado, com maior investimento em saúde, educação, protecção social e emprego, de modo a assegurar um crescimento mais equilibrado e com impacto direto na população.
A UNITA sublinha ainda que a avaliação das políticas públicas deve ir além dos indicadores macroeconómicos, privilegiando os efeitos concretos na vida dos cidadãos. CK
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