Mais de 400 crianças sequestradas na Nigéria pelo Boko Haram no início do ano estão em liberdade

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Mais de 400 crianças sequestradas numa escola no nordeste da Nigéria no início deste ano, foram libertadas no último sábado, 06 de junho pelo grupo Boko Haram, depois de terem estado em cativeiro por cerca de seis meses.

Segundo as autoridades nigerianas, o sequestro de 416 crianças ocorreu no início deste ano numa aldeia do estado de Borno, no nordeste da Nigéria, quando uma insurreição extremista liderada pelo grupo Boko Haram e, posteriormente, pelo seu rival, o Estado Islâmico na África Ocidental (ISWAP), causou dezenas de milhares de mortos e milhões de deslocados no nordeste do país mais populoso de África, desde 2009.

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Os sequestros em massa, com libertações mediante o pagamento de resgate, são prática habitual dos islamistas.

A presidente da Borno South Youth Alliance (BOSYA, organização juvenil), Samaila Kaigama, declarou ter conseguido a libertação das 416 mulheres e crianças raptadas em Ngoshe. “Foram libertadas no sábado”, precisou.

À Agência France Press, o Senador do estado de Borno, Mohammed Ali Ndume, confirmou a libertação das crianças e mulheres pelo grupo rebelde do Boko Haram.

A aldeia de Ngoshe que dista a menos de 10 quilómetros da fronteira com os Camarões, tem a colinas de Gwoza, como um bastião do Boko Haram, e que tem sido alvo de repetidos ataques por parte de combatentes islamistas.

As condições e detalhes da libertação das crianças ainda não foram divulgados pelas autoridades. Entretanto, a exigência de dinheiro pelo resgate de pessoas sequestradas tem sido uma prática comum naquela região da Nigéria.

Segundo a RTP que cita a LUSA, as autoridades negam pagar resgates, apesar de os analistas afirmarem que se trata de uma prática comum, tanto por parte do Governo como das famílias das vítimas.

Lembrar que entre Julho de 2024 e Junho de 2025, cerca de 1,66 milhões de dólares foram assim pagos em resgates a vários grupos armados na Nigéria, incluindo extremistas islâmicos, mas também separatistas, tal como refere um relatório da SBM Intelligence, consultora sediada em Lagos.

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