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O Presidente da República, João Lourenço, garantiu, no fim-de-semana, na província do Cunene, que o Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola, orçado em 4,2 mil milhões de dólares, “vai ser executado na sua plenitude”.
A afirmação do Chefe de estado foi proferida no sábado, 05, no acto de inauguração, no Cunene, das barragens do Ndúe e Calucuve e os seus canais adutores e chimpacas, durante o qual o Chefe de Estado observou que o programa tem como prioridade a província mais a Sul do País.
Sem se referir ao montante já executado no programa, segundo a E&M, o PR recordou que, 2019, dois anos após ascender ao poder, percorreu centenas de quilómetros por estrada até à localidade do Ombala yo Mungu, tendo tido a oportunidade de ver “as difíceis condições” em que a população vivia, nomeadamente no que diz respeito ao acesso à água.
“Tomámos a decisão de conceber este vasto programa (…). Priorizámos a província do Cunene, onde terminámos, há cerca de três anos, o canal do Cafu, que já está em funcionamento, já está ao serviço das populações. Hoje, decidimos inaugurar as barragens do Ndúe e Calucuve e respectivos canais adutores”, disse.
Em relação ao impacto do programa noutras localidades do País onde os efeitos da seca se fazem igualmente sentir, o Presidente da República realçou que o seu Executivo não pode “fazer tudo ao mesmo tempo”. Salientou que Namibe e Huíla estão igualmente no mapa do projecto.
“O ministro [da Energia e Águas] falou do que já vem sendo feito para a resolução da escassez de água na província da Huíla, dos projectos que já estão em curso também na província do Namibe. O que gostaria de assegurar é que o Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola vai ser executado na sua plenitude. (…) Nada nos parece que possa impedir a sua execução plena”, assegurou.
De acordo com dados oficiais, a barragem do Ndúe vai beneficiar uma população calculada em aproximadamente 60 mil habitantes. O seu canal levará água numa extensão de 75 quilómetros e vai acumular água em 15 chimpacas. O seu processo de construção permitiu a criação de 1 700 empregos directos.
Já em relação à barragem do Calucuve, o projecto vai levar água, através do seu canal adutor de 240 km, a quase 90 mil habitantes do Cunene. Dispõe a jusante de 22 chimpacas para armazenamento de água. O programa possibilitou o surgimento de 2.500 empregos directos.
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