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Na Universidade Metodista de Angola, em Luanda, os estudantes da Faculdade de Engenharia queixam-se de injustiça, por parte de um de seus docentes, Alexandre Campos que reprovou um total de 150 deles, aprovando apenas um, durante os exames de fim do primeiro semestre deste ano lectivo.
Trata-se de estudantes dos cursos de Engenharia Informática e Engenharia Mecatrónica, do primeiro ano que avançaram que a instituição viu com indiferença a situação, o que teria resultado no pagamento dos devidos emolumentos para os exames de recurso na cadeira de Análise Matemática.
Na denúncia exclusiva ao Carta de Angola, os estudantes afirmaram que, tão logo tiveram o contacto com a pauta manifestaram o seu descontentamento à coordenação dos referidos cursos e, absolutamente nada foi resolvido. Dizem tratar-se de um sistema instalado na Universidade Metodista de Angola, daí a alegada indiferença da direcção.
“Está em jogo o seu bom nome, sua reputação e a qualidade de ensino que a Universidade Metodista quer levar a cabo, quando a sua direcção se cala perante acto de injustiça de um de seus docentes contra os futuros quadros deste país. É simplesmente frustrante que um estudante tenha dado o seu melhor e tirar (0) zero na prova. Pior, quando não se trata de apenas um estudante mas sim de duas turmas”, lamentam, acusando tanto o docente quanto a instituição pelo aproveitamento de somas de dinheiro dos recursos.
De acordo ainda com informações, todos estudantes efectados pretendiam fazer greve e não pagar os recursos, por entenderem que a própria instituição estava a ser cúmplice ao se calar diante dos factos que descrevem recorrentes naquela Universidade. Pouco depois alguns estudantes tiveram que pagar e, isso alegadamente provocou desentendimento e briga entre os colegas.
“Quando um episódio do gênero se passa numa instituição de ensino, o problema já não é dos estudantes mas sim do Docente. É preocupante e até inconcebível que num universo de mais de 100 estudantes ninguém tenha conseguido compreender a explicação do professor para fazer o exame. Entretanto qual método usou no acto da correcção?”, denunciam.
O Carta de Angola foi até à Universidade Metodista de Angola para apurar todos factos relatados pelos estudantes e ver respondidas outras questões relacionadas com o método utilizado pelo Docente, durante as aulas, no acto da aplicação das provas e, sobretudo no acto de correção das provas.
Não tendo encontrado o docente nem o pessoal da coordenação, fomos indicados ao Decano da Faculdade de Engenharia. Este responsável estranhou, lamentavelmente o ocorrido, após ouvir as declarações, pois ainda não tinha a informação do que se passara na Universidade. No exacto momento, o Decano contactou via telefónica o coordenador para apurar a veracidade dos factos, tendo sido informado sobre o “escandaloso” número de reprovações, conforme detalhado na denúncia.
Para melhor compreensão do que se terá passado, este responsável prometeu convidar um outro docente que domina a cadeira em causa para uma análise profunda conjunta das provas e só depois confrontar o docente com todas informações recolhidas.
No demais, o Decano negou a existência de um sistema instalado e de actos recorrentes de injustiça contra os estudantes daquela instituição, tendo apelado à calma com promessas de resolução o mais breve possível do assunto, após unir todos mecanismos que possam auxiliar nisso.
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