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A UNITA acusou, no sábado, a Polícia Nacional de atentar contra um dirigente do partido e de cercar a sua sede no Uíge, num incidente que deixou pelo menos dois feridos. Em resposta, o principal partido da oposição angolana anunciou que deixará de apelar à serenidade da população.
Os confrontos ocorreram no mesmo dia em que o partido do Galo Negro realizava, na província do Uíge, o Acto Central Comemorativo do 92.º aniversário do seu fundador, Jonas Malheiro Savimbi, integrado na IV Reunião Ordinária do Comité Nacional da JURA, braço juvenil da UNITA.
Questionado sobre se sentia a vida ameaçada, o dirigente Ekuikui respondeu afirmativamente, responsabilizando o ministro do Interior por eventuais consequências, e garantiu que o programa das comemorações se mantinha inalterado.
No início da tarde de sábado, o dirigente e o presidente do partido já se encontravam num hotel, tendo saído “do espaço perigoso”, embora a sede permanecesse cercada pela polícia. Nas redes sociais, Ekuikui partilhou imagens da polícia e de um tanque, afirmando que os militantes não iriam desistir: “Não nos vão intimidar. Não vamos desistir. Vamos resistir, com coragem, determinação e esperança.”
O dirigente advertiu ainda que o partido não voltará a apelar à contenção, como fez nas eleições de 2022. “Já não vai voltar a acontecer o que aconteceu em 2022, em que apelámos o povo à serenidade. Ninguém vai apelar o povo à serenidade. O MPLA vai exactamente encontrar o que procura”, afirmou, acrescentando que “ninguém tem sangue de barata”.
Nas eleições gerais de 2022, o MPLA — no poder desde a independência, em 1975 — venceu novamente, com 51,17% dos votos. A UNITA registou, no entanto, a sua melhor votação de sempre, vencendo em Luanda, Cabinda e Zaire. As próximas eleições gerais estão marcadas para 2027, pleito em que o maior partido da oposição aposta na “alternância do poder”. Público
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