Higino Carneiro formaliza candidatura à presidência do MPLA com mais de 19 mil assinaturas

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O general Higino Carneiro formalizou à sua candidatura à presidência do MPLA com mais de 19 mil assinaturas, no âmbito do 9º Congresso Ordinário de Dezembro deste ano.

Segundo o político, a sua comissão de campanha ainda continua a receber várias subscrições, um gesto que reflecte a simpatia dos militantes pela sua candidatura.

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Contexto Político e Judicial
A entrega da candidatura acontece num momento de elevada tensão política interna e judicial. Dias antes da formalização, o político foi constituído arguido pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O processo investiga alegados crimes de peculato e branqueamento de capitais que remontam ao período em que exerceu funções de governação na província do Cuando-Cubango.
Apesar do processo, o candidato manteve a sua intenção de concorrer ao cargo mais alto do partido.

“Acabámos de ser atendidos na subcomissão de candidaturas para responder aos estatutos e concorrer ao congresso. Apresentamos a moção de estratégia e as subscrições, um volume grande, mais de 19 mil”, declarou o candidato aos jornalistas, acrescentando que o processo de entrega incluiu ainda o registo criminal, cartão de militante, bilhete de identidade e comprovativo de quotas, faltando apenas uma declaração de aceitação.

O general admitiu que encontrou alguns obstáculos pelo caminho, afirmando que a primeira campanha de recolha, quando já tinham sido reunidas mais de 10 mil assinaturas, teve de ser interrompida, obrigando a equipa a percorrer novamente as 21 províncias no último mês.

“Houve pressões, houve perseguições, (quando) as pessoas estavam a tentar trazer as subscrições” afirmou, acrescentando que foi necessário chamar pontualmente a policia para dirimir os conflitos e proteger as pessoas envolvidas “nesta empreitada”.

A equipa de apoio de Higino Carneiro tinha denunciado no início deste mês alegadas campanhas de intimidação e sabotagem nas províncias do Moxico, Malanje e Kwanza Norte, onde indivíduos encapuzados e armados teriam agredido apoiantes e roubado listas de assinaturas.

Higino Carneiro disse ter tratado os incidentes como assuntos internos, optando por não os tornar públicos mas fazendo-os chegar à comissão nacional do partido.

“Tratei de fazer uma denúncia sobretudo para chamar a atenção ao respeito pelos estatutos”, declarou, expressando confiança que a subcomissão “vai respeitar a transparência, a integridade e a legalidade” previstas nos estatutos e no regulamento eleitoral.

Apesar dos “contratempos”, o pré-candidato considerou que a fase de recolha terminou com sucesso, com apoio de militantes, simpatizantes e da diáspora.

 

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