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O preço do barril de petróleo registou forte volatilidade na madrugada desta segunda-feira, 11 de maio, com uma subida superior a 4%, seguida de recuo ao início da manhã e nova valorização.
Em publicação nas redes sociais, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou a resposta do Irão ao plano de 14 pontos para o fim da guerra. Trump classificou a proposta iraniana como “totalmente inaceitável”. O líder norte-americano não revelou pormenores sobre os pontos de discórdia na réplica do regime de Mojtaba Khamenei. Contudo, o Wall Street Journal adiantou, no fim de semana, que Teerão, apesar de concordar com uma moratória ao enriquecimento de urânio, procura uma “pausa” inferior aos 20 anos propostos por Washington.
O preço do barril Brent, referência para as exportações angolanas, disparou 4,5% e ultrapassou os 105 dólares. Mais tarde, os ganhos reduziram para 3,32%, fixando-se nos 104,65 dólares. O West Texas Intermediate (WTI), referência para os EUA, aproximou-se dos 100 dólares. Neste momento, o WTI acelera 3,78% e vale 99,03 dólares por barril.
“O optimismo em torno de um acordo iminente entre EUA e Irão desvaneceu. Isto impulsiona a subida do preço do petróleo bruto”, explicou Warren Patterson, director de estratégia de matérias-primas do ING Groep, em declarações à Bloomberg. “Aumentam os receios de uma nova escalada do conflito. Assim, abre-se margem para nova subida dos preços”, acrescentou.
Caso o estreito de Ormuz, por onde passava um quinto de todo o petróleo e gás natural consumido no mundo, permaneça fechado nas próximas semanas, o director executivo da Saudi Aramco, Amin Nasser, antecipa que o mercado só se normalize em 2027. Este cenário pressupõe resolução no curto prazo, uma realidade cada vez mais distante para os investidores. De acordo com uma sondagem do Goldman Sachs, Wall Street só vê Ormuz reaberto na segunda metade do corrente ano.
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