Fortes Chuvas em Benguela: Governo Provincial confirma cinco mortos

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As fortes chuvas que se registaram no sábado, 11, na província de Benguela, causaram a morte de cinco pessoas, informou, o governador local, Manuel Nunes Júnior.

Em declarações aos jornalistas, Manuel Nunes Júnior disse que foram resgatadas mais de 1.600 pessoas que estavam em risco, com o apoio da Força Aérea, Marinha de Guerra e do Serviço de Proteção Civil e Bombeiros.

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“Há famílias deslocadas que perderam as suas casas e mais de duas mil pessoas estão a ser assistidas em locais seguros”, afirmou.

O transbordo do Rio Cavaco, precipitado pelas intensas chuvas que assolaram a região de Benguela, provocou consequências devastadoras para a ligação entre as cidades de Benguela e Lobito.

A violência das águas destruiu a ponte dos Caminhos de Ferro de Benguela, uma infra-estrutura estratégica que assegurava a conectividade entre os dois centros urbanos mais importantes da província.

A circulação entre as duas cidades encontra-se completamente interrompida, gerando constrangimentos severos para populações, transportadores e agentes económicos que dependem desta ligação para o exercício das suas actividades quotidianas. Não existe previsão oficial para o restabelecimento da circulação.
No sector agrícola, os impactos são igualmente graves. As fazendas localizadas nas margens do Cavaco encontram-se inundadas, com os produtores rurais a reportarem prejuízos avultados resultantes da perda de culturas e equipamentos.

Os agricultores alertam para a dimensão da catástrofe, sublinhando que as perdas poderão comprometer o abastecimento local nos próximos meses.
A notícia foi avançada neste domingo pela RNA. As autoridades provinciais de Benguela ainda não emitiram um balanço oficial dos danos, nem uma cronologia de intervenção para a reposição da infra-estrutura destruída.

O episódio insere-se num contexto de precipitações acima da média que têm afectado várias províncias angolanas neste período, colocando sob pressão infra-estruturas rodoviárias e ferroviárias em diversas regiões do país. A destruição de pontes em zonas agrícolas representa um duplo impacto — logístico e económico — de difícil recuperação a curto prazo.

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