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A entrada do grupo rebelde Houthi no conflito e o reforço da presença militar dos EUA na região não está a dar tréguas aos preços do petróleo. Pela terceira sessão consecutiva, o crude está a valorizar e chegou a ultrapassar os 110 dólares, nesta segunda-feira, apesar de Donald Trump, Presidente norte-americano, ter sinalizado que as negociações para um cessar-fogo estão a correr bem.
O brent, referência para exportações angolanas, chegou a escalar 3,71% para os 116,75 dólares por barril, tendo entretanto reduzido os ganhos para os 115,35 dólares, encaminhando-se para fechar o mês de maiores valorizações desde que há registos. Por sua vez, o West Texas Intermediate (WTI), de referência para os EUA, ultrapassou mais uma vez os 100 dólares.
No sábado, o grupo rebelde Houthi, aliado do Irão no Iémen, entrou oficialmente no conflito com um ataque de mísseis contra Israel. A ofensiva acabou interceptada pela defesa aérea israelita, mas o porta-voz do grupo já veio dizer que pretende continuar com as operações até os ataques contra Teerão e os seus aliados cessarem. Ao mesmo tempo, os EUA enviaram para a região um novo contingente de tropas, aumentando os receios de uma possível invasão terrestre na República Islâmica.
Numa entrevista ao Financial Times, Donald Trump expressou a sua “preferência em tomar o petróleo” do Irão e chegou mesmo a pôr em cima da mesa uma eventual apropriação da ilha de Kharg, o principal ponto de exportações do regime iraniano. Além disso, o líder norte-americano afirmou que Teerão concordou em permitir que 20 petroleiros atravessem o estreito de Ormuz a partir de hoje e durante os próximos dias, como forma de “presente”.
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