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A empresa de telefonia móvel UNITEL investiu 43 milhões de dólares norte-americanos para o ramal do cabo submarino denominado 2Africa, com cerca de 45 mil quilómetros de fibra óptica, anunciou hoje (sábado), o presidente do Conselho de Administração desta operadora, Aguinaldo Jaime.
O anúncio foi feito no acto de inauguração da nova Estação de Aterragem do Cabo Submarino 2Africa, localizado no município de Cacuaco, na presença do ministro das Telecomunicações, Tecnologia de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira.
A nova fibra óptica, que vai ligar 33 países, com passagem para além de África, para Ásia e Europa, como o maior do continente, representa muito mais do que a ativação de uma nova infra-estrutura tecnológica, mas uma visão e ambição do compromisso com o futuro.
Segundo Aguinaldo Jaime, o cabo submarino representa também a convicção de que a conectividade é um catalisador fundamental para o desenvolvimento social e económico dos países, sendo um dos mais relevantes projectos de infraestrutura digital da última década a nível mundial.
“Trata-se de um cabo submarino de nova geração, com cerca de 45 mil quilómetros de extensão e 33 pontos de amarração, interligando África, Europa, Médio Oriente e Ásia, com uma capacidade projectada superior a 180 Terabites por segundo, este sistema reúne numa só estrutura mais capacidade do que todos os cabos actualmente em operação em África, uma verdadeira espinha global da conectividade”, explicou o gestor.
Para Angola, continuou, foram alocados 23.6 Terabites por segundo, capacidade que permitirá ao país responder as necessidades tecnológicas da próxima década com maior segurança, modernidade e escalabilidade.
Hoje Angola, disse, passa a estar conectada a esta rede mundial através da operadora UNITEL, único operador angolano participante no consórcio internacional que reúne algumas das mais prestigiadas referências do sector das telecomunicações, como Vodafone, a WIOCC, a China Mobile International, a MTN, Orange, Telecom Egypt, STC e Meta.
Acrescentou que, a UNITEL foi a responsável pelo desenvolvimento do ramal de ligação em Angola, pela construção do ponto de amarração em Cacuaco e pela implementação desta estação de aterragem do cabo CLS.
Na sua visão, o investimento constitui um contributo directo para o reforço da soberania digital e para a modernização das infra-estruturas críticas para a inclusão tecnológica, prioridades assumidas pelo Executivo Angolano no período 2023-2027 e alinhadas com Angola 2050.
Nesta ordem de ideia, prosseguiu, foi um salto estrutural na sua transformação digital, do aumento significativo da capacidade internacional de banda larga, garantindo mais velocidade, maior estabilidade para serviços fixos e móveis, maior resiliência e redundância das telecomunicações, reforçando a segurança operacional para o Estado, para as empresas e para as famílias.
Criando condições para o estabelecimento de Data Centers e outras infra-estruturas avançadas de processamento de dados, aceleração da digitalização em sectores como a educação, a saúde, serviços financeiros, entre outros.
Por seu turno, o administrador para a área Técnica da UNITEL, Júlio Gonçalves garantiu que com este investimento será possível ter uma internet mais resiliente, imune a cortes, evitando situações que já aconteceram no passado e permitir de facto que os angolanos tenham melhor acesso e mais rápido.
Numa primeira fase, segundo o administrador, vai permitir que os preços de interconexão a nível mundial, a interconexão da Angola ao mundo reduzam de facto e posteriormente, numa segunda fase os meios vão ser reflectidos naquilo que são os preços aos clientes finais.
A fibra óptica nacional, hoje com 14 mil quilómetros de comprimento, permite a presença em todas as capitais provinciais, possuindo também redes metropolitanas dentro das grandes cidades, permitindo nesta ordem de ideia que a internet chegue aos locais mais recôndidos aqui do país.
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