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A Comissão de Implementação do Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos (CIVICOP) alertou esta terça-feira para a existência de perfis genéticos de mulheres que permanecem sem correspondência familiar, dificultando o processo de identificação das vítimas.
O alerta foi feito pelo porta-voz e membro da comissão, Manuel Halaiwa, durante uma conferência de imprensa, ao manifestar preocupação com a reduzida procura por parte de famílias que possam ter parentes do sexo feminino desaparecidas.
Segundo o responsável, os trabalhos de investigação e análise genética permitiram identificar vários perfis correspondentes a mulheres, mas a ausência de familiares para a realização de testes comparativos continua a impedir a confirmação das identidades.
“Cada um destes perfis corresponde efectivamente a uma pessoa. Trata-se de indivíduos que têm nome, história e familiares. A nossa preocupação é que as famílias não estão a reclamar estas pessoas”, afirmou.
Manuel Halaiwa explicou que a CIVICOP dispõe actualmente de perfis genéticos femininos recolhidos no âmbito das suas actividades, mas que a identificação definitiva depende da colaboração dos familiares directos.
Para ultrapassar esta dificuldade, a comissão apelou a todas as pessoas que tenham familiares desaparecidas, ou que possuam informações sobre mulheres cujo paradeiro continua desconhecido, para se apresentarem junto das autoridades e participarem no processo.
De acordo com o porta-voz, citado pelo CK, a doação de amostras biológicas por parte dos familiares é um passo indispensável para a realização da comparação genética e consequente associação dos perfis às respectivas famílias.
A CIVICOP considera que a participação activa das famílias é fundamental para acelerar os trabalhos de identificação das vítimas e contribuir para o processo de reconciliação e preservação da memória dos conflitos políticos que marcaram a história do país.
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