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Com 698 processos ainda por decidir até ao final de 2025, os angolanos figuravam entre as nacionalidades com mais pedidos de asilo pendentes em Portugal, segundo dados da Agência da União Europeia para o Asilo (EUAA, na sigla em inglês). O número corresponde a 8% dos 8.730 processos de protecção internacional que aguardavam decisão das autoridades portuguesas até Dezembro do ano passado.
De acordo com o relatório anual da EUAA, consultado pela E&M, a Gâmbia liderava a lista das nacionalidades com mais processos pendentes, com 873 casos (10% do total), seguida de Angola, com 698 (8%), e da Colômbia, com 611 (7%).
O relatório anual da agência europeia indica que, Portugal encerrou o ano com 8.730 processos de protecção internacional pendentes, um aumento de 94% face aos 4.510 registados em 2024.
O documento mostra ainda que Angola foi o terceiro principal país de origem dos requerentes de asilo em Portugal em 2025 e o primeiro entre os países africanos e lusófonos. Ao longo do ano passado, dos 1.763 requerimentos de pedidos de protecção internacional notificados pelas autoridades portuguesas, pelo menos, 159 (9%) foram de cidadãos angolano
Angola foi apenas superada pela Colômbia, com 247 pedidos, e a China, com 176 solicitações. Apesar de se manter entre as principais nacionalidades requerentes, o número de pedidos apresentados pelos angolanos diminuiu em relação aos 202 contabilizados em 2024.
Segundo a EUAA, Portugal recebeu 1.763 novos pedidos de protecção internacional em 2025, menos 37% face aos 2.797 pedidos do ano anterior. A agência europeia indica também que as decisões de primeira instância recuaram 24%, passando de 641 em 2024 para 488 em 2025.
Em sentido contrário, o número de concessões de estatuto de refugiado aumentou significativamente. Em 2025, as autoridades portuguesas reconheceram protecção internacional a 288 pessoas, contra apenas sete no ano anterior, um aumento superior a 4.000%. A maioria das decisões favoráveis incidiu sobre cidadãos do Afeganistão, que representaram 42% dos beneficiários, seguidos dos sírios (13%) e dos eritreus (5%).
Já as decisões negativas diminuíram 69%, de 633 para 199, e foram principalmente para os cidadãos da China (18%), da Guiné-Conacri (11%) e da Gâmbia (11%).
Os dados foram divulgados na passada terça-feira, 9, numa altura em que Portugal se prepara para implementar, a partir de 12 de Junho, o novo Pacto Europeu sobre Migração e Asilo. Segundo a EUAA, Portugal ainda não transpôs as alterações à legislação relativa à activação do Pacto sobre Migração e Asilo, não tendo ainda sido publicado qualquer projecto de lei.
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