UNITA denuncia uso do Estado em benefício do MPLA no registo eleitoral

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O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, acusou hoje o regime angolano de usar em benefício do partido no poder, o MPLA, a atualização do registo eleitoral em curso para as eleições de 2027.

O lider da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), o maior partido da oposição, falava à imprensa, em Luanda, após efetuar a sua prova de vida para atualização dos seus dados no âmbito do registo eleitoral.

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“O partido de regime está a utilizar os meios do Estado para fazer o registo antecipado dos seus próprios membros, uma completa ilegalidade com a permissão das instituições envolvidas nesta matéria”, afirmou.

Adalberto Costa Júnior denunciou o suposto uso indevido de viaturas do Estado para transportar preferencialmente “pessoas vinculadas ao partido do regime” (o MPLA-Movimento Popular de Libertação de Angola) em vez de cidadãos comuns com dificuldades de acesso aos locais de registo.

Segundo disse, o Balcão Único de Atendimento Público (BUAP), local indicado para a realização do processo, “não chegou à extensão máxima do território angolano”.

“Recebemos muitas solicitações de presença de espaços de registo em municipios muito distantes, cito o exemplo de províncias com dificuldades, nas profundidades, províncias do Cuando, Cubango, Moxico, Huambo, Benguela, Namibe, que têm muitas áreas longinquas que não têm nenhum posto de registo”, referiu.

O politico relatou que em outras provincias há o registo de BUAPs que durante meses seguidos não funcionaram para ter bilhetes de identidade, documento necessário para a atualização dos dados, considerando “fundamental que o Ministério a Justiça atualize efetivamente esta presença junto das comunidades”.

Adalberto Costa Júnior exortou também ao Governo a abrir o registo no exterior “o mais cedo possível”.

“Infelizmente, os angolanos estão a abandonar Angola num ritmo muito elevado, a referência do anterior registo não serve para hoje, porque o número disparou. É fundamental que também aqueles angolanos que entenderam procurar melhores condições de vida fora não perderam os seus direitos de cidadania tenham condições de começarem a fazer a atualização de registo”, realçou.

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