Ataque à Unitel: Acções da empresa em queda livre na bolsa

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As acções da Unitel mantêm uma trajectória de desvalorização contínua desde a estreia em bolsa, na quarta-feira, dia 29 de Julho, ocorrida um dia depois do ataque informático que provocou um apagão na rede da operadora — efeitos que, até ao momento, ainda não foram totalmente superados.

Avaliadas em 47 mil kwanzas no fecho da sessão de estreia, as acções caíram para 40 mil kwanzas na sessão desta terça-feira, dia 4, expondo um recuo acumulado de 17,75% em praticamente uma semana, avança o VE.

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A queda começou logo no segundo dia de negociação, quinta-feira, 30 de Julho, com um recuo de quase 13% — o maior de qualquer título nessa sessão, que fechou no vermelho em toda a bolsa, numa queda de dois dígitos. Na sessão seguinte, sexta-feira, 31 de Julho, o título chegou a cair 1%, mas fechou estagnado, em meio a uma retoma ligeira dos serviços da operadora.

O receio dos investidores persistiu no arranque desta semana: na segunda-feira, dia 3, as acções desvalorizaram 1,21%, fixando-se em 40.500 kwanzas, e a tendência manteve-se nesta terça-feira, dia 4, com um novo recuo de 1,23%. Desde a sua entrada em bolsa, em 2022, nunca as acções de uma empresa angolana tinham desvalorizado tanto num período tão curto.

Entre as razões apontadas para a queda está o cepticismo dos investidores quanto à operacionalidade da empresa. Uma semana após o ataque, os serviços não estão totalmente repostos: persistem limitações nas chamadas e no envio de mensagens, sinal de internet fraco e dificuldades no carregamento de saldo.

Apagão contagia a bolsa

A paralisação da Unitel — que detém mais de 70% da quota de mercado das telecomunicações — teve reflexos no conjunto do mercado de capitais. Nos dois dias seguintes ao ataque, a bolsa fechou no vermelho, terminando a semana em estagnação; esta semana, fechou em baixa na segunda-feira e voltou a estagnar na terça-feira.

Uma vez que o acesso à negociação depende, na maioria dos casos, de aplicativos das corretoras — que exigem ligação à internet —, é provável que parte dos investidores tenha ficado impossibilitada de operar durante o apagão.

Um indicador desse impacto é a quebra abrupta do volume negociado: dos mais de 20 mil milhões de kwanzas transaccionados a 27 de Julho, para 12,9 mil milhões dois dias depois. Até à data, o volume de transacções permanece abaixo dos níveis

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