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Angola faz parte do grupo de países africanos afectados pelas novas tarifas comerciais anunciadas pelos Estados Unidos, que aplicaram taxas adicionais de até 12,5% sobre exportações destinadas ao mercado norte-americano.
A medida integra um pacote de novas tarifas entre 10% e 12,5% imposto pelos EUA a cerca de 60 economias, sob a justificação de que os países abrangidos não adoptaram medidas suficientes para impedir a entrada de produtos fabricados com recurso ao trabalho forçado.
As novas taxas entraram em vigor na madrugada desta sexta-feira, 24, coincidindo com o fim das tarifas provisórias de 10% estabelecidas pela administração de Donald Trump, depois de a Suprema Corte norte-americana ter anulado medidas tarifárias mais abrangentes anteriormente anunciadas.
Além de Angola, outros países africanos, incluindo a África do Sul, foram atingidos pela decisão, que já provocou reacções negativas de vários governos, preocupados com possíveis impactos no comércio internacional e nas relações económicas bilaterais.
Alguns países afectados contestaram a medida. O primeiro-ministro da Nova Zelândia, Christopher Luxon, classificou a tarifa aplicada ao seu país como “extremamente decepcionante”, considerando-a injustificada e prejudicial às relações comerciais.
A decisão norte-americana poderá aumentar os custos de entrada de produtos estrangeiros no mercado dos Estados Unidos e gerar novos debates sobre as regras do comércio global.
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