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O general e político angolano Higino Carneiro afirmou esta quarta-feira, 13, que a sua recente audição na Procuradoria-Geral da República (PGR) está relacionada com o processo da alegada fraude na aquisição de 52 viaturas para o Governo Provincial de Luanda, quando exercia funções de governador da capital angolana, em 2017.
Segundo Higino Carneiro, o processo, que considerava encerrado e arquivado desde 2025, foi inesperadamente reactivado pelas autoridades judiciais, situação que atribui à existência de uma “mão invisível” interessada em prejudicar a sua candidatura à liderança do MPLA.
“Fui confrontado com uma nova realidade. Mas estamos preparados para dar resposta conforme mandam as regras”, declarou o político, manifestando surpresa perante a reabertura do caso.
O processo em causa refere-se a alegadas irregularidades na aquisição de 52 viaturas destinadas ao Governo Provincial de Luanda, num dossier que já havia sido dado como encerrado pelas instâncias judiciais competentes.
O advogado de Higino Carneiro, José Carlos Miguel, considerou incomum a decisão da PGR, sublinhando que o Tribunal Supremo já teria determinado o arquivamento do processo. Segundo o causídico, a própria Procuradoria possui cópia da decisão judicial, bem como uma declaração formal do queixoso a desistir da participação inicial por falta de elementos de prova.
“Fomos surpreendidos e vamos apreciar o conteúdo da acusação para depois reagir”, afirmou o advogado.
Questionado sobre a legalidade e normalidade do procedimento adoptado pela PGR, José Carlos Miguel respondeu que a situação não é habitual, sobretudo tendo em conta a desistência formal do queixoso.
Sobre o facto de o Bureau Politico, órgão máximo do partido, ter manifestado apoio condicional à candidatura de João Lourenço, anunciada no sábado, salientou que democracia é igualdade de circunstâncias” e “transparencia acima de tudo”.
“Nós temos estatutos, temos regulamentos e entendemos que as pessoas devem primar por respeitar aqullo que constitui o nosso código de conduta partidária. Se eu tiver que apolar alguém eu devo fazê-lo, mas sem envolver naturalmente a estrutura ou o organismo a que eu pertenco”, frisou
Sobre o processo de recolha de assinaturas, adiantou que “está a correr bem, acrescentando que já tinham sido recolhidas quase 10 mil.
“Fomos, naturalmente, forçados a voltar a fazer esse trabalho tendo em conta que a Subcomissão de Candidaturas entendeu que tinha que nos entregar uma nova ficha com a qual neste momento está a trabalhar”, disse, frisando que esta indicação deveria ter sido dada quando foram anunciadas as múltiplas candidaturas e o regulamento eleitoral.
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