Queda do Brent em 7% coloca Angola em alerta sobre o futuro das suas exportações

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Brent recua para 100,8 USD e WTI para 94,6 USD enquanto investidores aguardam desfecho das negociações entre Washington e Teerão.

Os preços do petróleo registaram uma ligeira recuperação quinta-feira, após o forte recuo da véspera. Perto das 09h de Luanda, o Brent — referência para as exportações angolanas — desvalorizava 0,4% para 100,8 USD por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, cedia 0,5% para 94,6 USD.

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Na quarta-feira, ambos os contratos tinham afundado cerca de 7%, tocando mínimos de duas semanas, após declarações de Donald Trump sugerirem uma possível aproximação diplomática entre Washington e Teerão — perspectiva que alimentou expectativas de regresso das exportações iranianas ao mercado global.

O mercado permanece, contudo, dividido entre o optimismo diplomático e os riscos persistentes para a oferta energética. Apesar de mediadores paquistaneses terem admitido progressos nas negociações para um memorando que poderá formalizar o fim do conflito, os investidores mantêm cautela quanto ao calendário efectivo de normalização das exportações.

No centro das preocupações está o Estreito de Ormuz, corredor estratégico por onde passa uma parte significativa do comércio mundial de petróleo e gás natural. Analistas alertam que, mesmo com um acordo político, o restabelecimento pleno dos fluxos poderá demorar várias semanas, prolongando a pressão sobre a oferta internacional.

Neste contexto, as petrolíferas deverão continuar a recorrer às reservas armazenadas para responder ao aumento sazonal da procura no verão do hemisfério norte.

Os dados mais recentes da Administração de Informação Energética dos EUA reforçam os sinais de restrição: as reservas norte-americanas de crude diminuíram 2,3 milhões de barris na última semana, fixando-se em 457,2 milhões de barris — um sinal claro de que a pressão sobre a oferta internacional está longe de se dissipar.​​​​​​​​​​​​​​​​ Expansão

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