MIREX lança cartilha sobre candidatura de Josefa Sacko à Direcção-Geral da FAO

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O Ministério das Relações Exteriores (MIREX) lançou, no último fim de semana, uma cartilha sobre a candidatura da angolana Josefa Sacko ao cargo de directora-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), para o mandato 2027-2031.

A publicação apresenta o percurso profissional e diplomático da candidata, a visão estratégica para a FAO e os principais eixos da proposta de liderança, depois de a União Africana aprovar, por consenso, a candidatura de Angola, em representação da Região da África Austral.

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A eleição para o cargo de directora-geral da FAO terá lugar em Julho de 2027, em Roma, Itália.

Além de Josefa Sacko, foram anunciadas as candidaturas de Maurizio Martina, da Itália, actual director-geral adjunto da FAO, Luis Planas, de Espanha, ministro da Agricultura, Pescas e Alimentação, Phil Hogan, da Irlanda, antigo comissário europeu para a Agricultura e Desenvolvimento Rural e para o Comércio, e Mehmet Mehdi Eker, da Turquia, antigo ministro da Agricultura.

A candidatura angolana foi aprovada por consenso durante a 49.ª Sessão Ordinária do Conselho Executivo da União Africana, realizada em Adis Abeba, depois da retirada das candidaturas de Marrocos e Uganda em favor da candidata angolana.

Intitulada “Uma Ambição Continental para a Governação Mundial da Alimentação e da Agricultura”, a proposta de Josefa Sacko assenta numa abordagem universal e inclusiva, com prioridade para resultados concretos nos Estados-membros e para o alinhamento do Quadro Estratégico 2022-2031 da FAO com as aspirações da Agenda 2063 da União Africana.

O programa está estruturado em quatro eixos: produção, nutrição, ambiente e melhoria da qualidade de vida das populações rurais.

Na produção, a proposta prevê o reforço dos factores produtivos, através da promoção de agro-tecnologias inclusivas e da transferência de conhecimentos técnicos para as zonas rurais.

No domínio da nutrição, aponta para o combate à fome e às diferentes formas de subnutrição, em alinhamento com o Objectivo de Desenvolvimento Sustentável 2 da Agenda 2030 das Nações Unidas.

A componente ambiental privilegia a gestão sustentável dos recursos hídricos, a conservação da biodiversidade e a adaptação às alterações climáticas, enquanto o quarto eixo prevê maior inclusão produtiva de mulheres e jovens no sector agrícola.

Reforma institucional

A proposta inclui uma reforma institucional destinada a melhorar a eficiência operacional da FAO, com uma descentralização articulada entre a sede, em Roma, e os escritórios regionais, sub-regionais e representações nacionais.

Josefa Sacko propõe igualmente o reforço da capacidade técnica das representações locais para responder a crises geopolíticas, climáticas e alimentares, com base no princípio da subsidiariedade e no respeito pelas soberanias e lideranças nacionais.

A estratégia contempla a diversificação das fontes de financiamento da organização, através de parcerias com instituições financeiras internacionais, sector privado, universidades e organizações de produtores.

A economia azul integra igualmente a proposta, com aposta no aproveitamento sustentável dos recursos hídricos e marinhos para melhorar os meios de subsistência das populações costeiras e ribeirinhas.

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