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A TAAG Linhas Aéreas de Angola, companhia de bandeira nacional, acumula uma dívida de cerca de 9 milhões de dólares junto da Ghassist, empresa que durante anos assegurou os serviços de assistência em terra à transportadora angolana. O valor resulta de uma década de prestação de serviços e de aluguer de equipamentos — e, segundo fontes ligadas à Ghassist, continua a crescer.
O caso tem contornos que vão além do simples incumprimento financeiro. A Ghassist denuncia que, mesmo depois de ter sido afastada do contrato pela TAAG — que escolheu um novo prestador de serviços —, os seus equipamentos continuam a ser utilizados pelo substituto que a companhia de bandeira escolheu para a substituir. Ou seja: a TAAG não paga à Ghassist, rescinde o contrato com ela, escolhe outra empresa — e essa outra empresa opera com os equipamentos da Ghassist. Uma situação que a empresa lesada classifica como inaceitável.
Do lado da TAAG, o silêncio é a única resposta. Questionada sobre a dívida, a companhia de bandeira evitou pronunciar-se — uma postura que, dada a gravidade dos números em causa, diz tanto quanto qualquer declaração oficial.
A dívida não é resultado de uma ruptura súbita. É o produto de dez anos de pagamentos irregulares, parciais e sempre atrasados. “A TAAG nunca foi regular nos pagamentos”, afirmou fonte ligada à Ghassist. “Nunca honrou uma fatura mensal na totalidade, pagava sempre em parcelas, apesar de ser um dos clientes que mais exigia.”
Dez anos de faturas por liquidar, dez anos de promessas e adiamentos — e no fim, nem o contrato se manteve nem a dívida foi saldada. VE
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