João Lourenço trabalha em Benguela três dias depois dos estragos provocados pela chuva

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O Presidente da República, João Lourenço, desloca-se nesta quarta-feira, 15, à província de Benguela para acompanhar de perto a situação causada pelas enchentes dos últimos dias, que provocaram a morte de 18 pessoas.

O Chefe de Estado, refere uma nota da Presidência da República, vai trabalhar “praticamente todo o dia na cidade de Benguela, com visitas detalhadas às áreas habitacionais mais atingidas pelas águas e contacto directo com as populações desalojadas e temporariamente acolhidas em locais de transição”.

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De acordo com a agenda de trabalho, o PR vai também reunir-se com a Comissão Nacional de Protecção Civil para um “conhecimento detalhado” da situação e avaliação do volume do apoio e assistência que está a ser prestado aos sinistrados.

Recorde-se que domingo último, dia 12 de Abril, foi trágico para Benguela. A chuva que se abateu sobre aquela província do Litoral do País destruiu o dique sobre o rio Cavaco, provocando mortes, inundações de residências e desabamentos de importantes infra-estruturas .

Dados mais recentes apontam para 18 mortes confirmadas e 11 cidadãos desaparecidos. A intervenção de efectivos de órgãos militares e paramilitares, além de cidadãos voluntários, permitiu o salvamento de quase 3 mil pessoas, que se encontram desalojadas.

Bairros como Calomanga, Seta Antiga, Massangarala, Compão, Capiandalo e Cotel foram fortemente abalados pelos estragos provocados pela chuva. A circulação nessas zonas ficou condicionada devido às fortes correntezas de água.

A mobilidade entre os municípios de Benguela e do Lobito ficou afectada. Parte do troço do Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB) sofreu igualmente danos que limitaram a circulação do comboio.

O Hospital Oftalmológico de Benguela anunciou a suspensão dos trabalhos de assistência médica, após vários equipamentos terem sido invadidos pelas águas que penetraram na unidade sanitária de referência nacional.

O quadro crítico provocado pela chuva em Benguela deu lugar a uma campanha de solidariedade, com o Grupo Carrinho e o Banco de Comércio e Indústria (BCI) a anunciarem a mobilização de mais de mil milhões de Kwanzas para acudir às famílias severamente afectadas.

O partido político Bloco Democrático, segundo avança a E&M, propôs que as autoridades decretem Estado de Emergência na província de Benguela, de modo a permitir uma maior mobilização em direcção à assistência humanitária às populações.

Não se trata da primeira vez que a província de Benguela é assolada por situação do género, pelo que, sobretudo ao nível da sociedade civil, cresce uma onda de indagações sobre as lições tiradas dos incidentes passados.

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