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Quase 75% da linha de crédito do Deutsche Bank, anunciada em 2019 para estimular a produção nacional, continua sem destino. São 745 milhões de euros que aguardam projectos de empresas angolanas, anos depois de terem surgido queixas sobre a burocracia entre o Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA), que gere o financiamento, e o Ministério das Finanças, responsável pela emissão das cartas de garantia.
Na semana passada, durante a inauguração da fábrica de químicos do Grupo Adérito Areias, um dos beneficiários da linha, o BDA indicou ter aprovado projectos no valor de 254,8 milhões de euros, dos quais mais de 190 milhões já foram desembolsados.
Questionado pelo Novo Jornal, Ângelo Correia, director do Gabinete de Intercâmbio e Operações Estruturadas do BDA, referiu quatro projectos na província de Benguela. Entre eles está a unidade de produção de soda cáustica, hipoclorito de sódio e ácido clorídrico, instalada na Baía Farta. O responsável não mencionou, no entanto, a fábrica de conservas de atum prevista para a mesma vila piscatória.
Trata-se do projecto da empresa Alva Fishing, para o qual o Presidente da República, João Lourenço, aprovou em 2022 uma garantia soberana de 11,3 milhões de euros destinada a financiar a montagem da fábrica.
Perante a insistência, Ângelo Correia apontou apenas um projecto no sector das pescas: um entreposto de captura e congelação de pescado.
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