Mais de seis mil jovens “lotadores” estão actualmente sob controlo da Associação Nova Aliança dos Taxistas de Angola (ANATA), só em Luanda, segundo revelou o seu presidente, Francisco Paciente.
O responsável destacou que a maioria desses jovens depende exclusivamente da actividade de carregadores e organizadores de passageiros nos terminais de táxis para garantir a própria sobrevivência.
Francisco Paciente sublinhou que muitos desses cidadãos foram retirados de contextos vulneráveis, inclusive do mundo da criminalidade:
A possível desactivação da figura do lotador, no quadro da reorganização do sistema de transporte urbano, está a gerar preocupações no meio académico. O sociólogo Agostinho Paulo considera que a medida pode ter consequências sociais graves.
Na mesma linha, o psicólogo Fernando Francisco defendeu que é necessário olhar para o fenómeno com responsabilidade.
A ANATA, entretanto, pediu diálogo e inclusão na construção de soluções, defendendo que uma abordagem mais estruturada pode transformar esta actividade num verdadeiro contributo para o combate à pobreza e à criminalidade juvenil em Angola.