O Banco de Poupança e Crédito (PBC) procede, nesta semana, aos primeiros desembolsos da linha de crédito de 50 mil milhões de Kwanzas, destinada a apoiar as empresas vandalizadas e pilhadas durante os tumultos do final de Julho último nas províncias de Luanda, Malanje, Benguela, Huíla, Icolo e Bengo e Huambo.
Cláudio Pinheiro, PCA da instituição bancária pública, informa que, até ao momento, 18 pedidos de ajuda financeira foram recebidos, avaliados em cerca de 28 mil milhões Kz, garantindo que o BPC está empenhado em cumprir a celeridade pretendida na tramitação do crédito.
“Estamos a avaliar os dossiês, a certificar o conjunto de documentos requeridos e, entretanto, vamos ver se, ainda hoje ou amanhã, estão a sair os primeiros desembolsos das três primeiras operações aprovadas”, disse.
Elucidou, em declarações à RNA, que o BPC tem uma capacidade operacional de, numa só semana, proceder a mil créditos, pelo que aproveitou para afirmar que “não são 120 e poucas empresas, e agora apenas 18 que deram entrada [do pedido], que o banco vai ter complexidade”.
Cláudio Pinheiro fazia, assim, uma ressalva às recentes declarações do director de Marketing do BPC, José Matoso, que, falando à imprensa, admitiu, que a operacionalização desta linha de crédito encerrava “um certo grau de complexidade”, por se tratar de um processo “novo”.
Em relação à capacidade de as empresas fazerem o reembolso do crédito, o PCA do BPC referiu que grandes ou médias entidades que foram alvo do saque têm cash flow suficiente para o reembolso do crédito: “Por isso, para nós, não é um grande sentido de alarme ou de risco”.