O Governo angolano aprovou um novo modelo curricular e de docência para a 5.ª e 6.ª classes do ensino primário, que passa a vigorar já nos próximos anos letivos.
A principal mudança será a redução do número de disciplinas, uma medida que pretende simplificar o processo de ensino-aprendizagem e garantir que os alunos concluam o ensino primário com maior domínio em áreas fundamentais, como leitura, escrita e cálculo.
De acordo com o diploma publicado em Diário da República, esta alteração surge no quadro da Lei de Bases do Sistema de Educação e Ensino e responde à necessidade de modernizar o sistema educativo, tornando-o mais eficiente e adaptado às exigências do século XXI.
Entre as principais inovações do modelo destacam-se:
Redução do número de disciplinas, com foco no essencial para melhorar o desempenho escolar;
Formação especializada de professores, de forma a diminuir a presença de docentes sem preparação pedagógica;
Valorização e inclusão das línguas nacionais no currículo escolar;
Uso de metodologias activas e participativas, baseadas na abordagem STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática).
Segundo dados do Correio da Kianda, que referencia o Executivo, o novo currículo vai aproximar o ensino primário às necessidades reais das crianças, reforçando as bases do conhecimento e criando melhores condições para a continuidade nos níveis seguintes.
Além disso, a reforma busca garantir maior inclusão digital, preparando os alunos para um mundo cada vez mais tecnológico e competitivo.
O modelo curricular enquadra-se na Estratégia Angola 2050, no Plano de Desenvolvimento Nacional 2023-2027 e está alinhado com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e a Agenda 2063 da União Africana, instrumentos que reforçam o compromisso do país com a educação de qualidade.
Com esta mudança, o Governo pretende transformar a escola primária num espaço de aprendizagem mais eficaz, inclusiva e orientada para o futuro, reduzindo desigualdades e promovendo o progresso nacional.