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A dívida de Angola com a China, o maior credor externo do país, reduziu e está fixada em 8,9 mil milhões de dólares.
O dado foi avançado nesta terça-feira, em Luanda, pelo director da Unidade de Gestão de Dívida do Ministério das Finanças.
Dorivaldo Teixeira apresentou os principais números da dívida interna e externa de Angola numa conferência de imprensa, em que foi apresentado o balanço do primeiro semestre deste ano.
De acordo com o gestor, as projecções indicam que até ao fim deste ano a dívida do país com a China pode chegar aos 7,5 mil milhões de dólares. Disse, igualmente, que há bem pouco tempo o limiar da dívida com a China era de 10 mil milhões e que já esteve também acima dos 20 mil milhões de dólares.
Face aos números actuais, Dorivaldo Teixeira explicou que uma das pretensões do Governo é reduzir a exposição do país e garantir que o menor stock da dívida possa gerar, entre outros ganhos, um câmbio mais estável e consequente aumento da capacidade interna de concessão de crédito à economia.
Quanto ao serviço da dívida externa, Dorivaldo Teixeira sublinhou que a execução está dentro dos parâmetros, actualmente no limiar dos cinco mil milhões de dólares “em linha com aquilo que é a programação”.
O director da UGD afirmou que, em termos de incerteza conjuntural, Angola viu limitada a sua capacidade de aceder aos financiamentos externos, que servem sobretudo para cobrir a execução de projectos já financiados.
“Para a execução do Orçamento Geral do Estado temos estado a recorrer ao financiamento interno maioritariamente”, sublinhou.
Do ponto de vista do endividamento externo, regista-se uma descida contínua, um espaço que tem sido assumido maioritariamente pelo endividamento interno, 99 por cento feito com taxa fixa, acrescentou Dorivaldo Teixeira.
“A necessidade de nós utilizarmos mais endividamento interno para conseguir satisfazer as necessidades de financiamento das actividades do Estado é, também, uma meta do ponto de vista da estratégia de médio e longo prazos. Pretendemos criar condições para que seja possível o Estado angolano financiar-se mais internamente do que externamente, embora precisemos sempre de endividamento externo”, disse. Lusa
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